Constituída por cerca de 35 painéis, alguns dos quais apresentados pela primeira vez, mas também projetos, maquetas e moldes, a exposição visa destacar uma das principais vertentes do uso do Azulejo em Portugal.

A par da azulejaria figurativa, os padrões tiveram sempre uma importante presença na azulejaria portuguesa, desde logo no século XVII em que das olarias de Lisboa saiu uma enorme variedade de exemplares que, formando “tapetes”, foram revestir as paredes interiores de igrejas, conventos e palácios.

Na primeira metade do século XVIII, período de domínio da azulejaria figurativa, o padrão foi pouco utilizado, regressando após o Terramoto de 1755 para o revestimento interior dos novos edifícios da Lisboa “pombalina”.

Já na segunda metade do século XIX, o azulejo de padrão teve um grande incremento, possibilitado pela industrialização. Fábricas de Lisboa, Porto e Gaia produziram milhões de exemplares para revestimento exterior de edifícios, marcando a paisagem urbana em Portugal, assim como de algumas cidades do Brasil.

Ao longo do século XX e até à atualidade, o potencial da azulejaria de padrão tem vindo a ser desenvolvido pelo trabalho de alguns dos mais conceituados artistas, apresentando-se na exposição obras de Maria Keil (1914-2012), Querubim Lapa (1925-2016), Manuel Cargaleiro
(n. 1927) e Eduardo Nery (1937-2013), entre outros.

Em complemento à exposição permanente do Museu, na qual o azulejo de padrão tem uma presença relevante, a presente exposição permite destacar um aspeto fundamental, mas porventura menos conhecido, da azulejaria portuguesa, constituindo-se como uma primeira abordagem a este tema.