A exposição O encanto na hora da descoberta. A azulejaria de Coimbra do século XVIII é fruto de um trabalho de cerca de seis anos de esforço na inventariação de milhares de azulejos que se encontravam no fundo antigo do Museu Nacional do Azulejo, e pretende valorizar a produção setecentista das olarias de Coimbra.

A ideia surgiu, pela primeira vez, quando, no final do século XIX, se começou a reunir um conjunto de painéis provenientes da demolição de edifícios. Parte destes azulejos integraram a colecção do Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra o qual, em 1911, viria a transformar-se no Museu Machado de Castro. Hoje, mais de 100 anos depois, cumpre-se o projecto, tarefa só possível mercê de um complexo trabalho de inventariação e restauro, apoiado por um vasto grupo de estagiários e voluntários que potenciaram a equipa do Museu Nacional do Azulejo. Ainventariação permitiu identificar mais de setenta painéis de azulejos, dos quais se apresentam quarenta, encontrando-se presentes obras de quase todos os artistas que trabalharam em Coimbra.

Porque a manufactura de azulejos estava sempre associada à de outros objetos de cerâmica, surgem também expostas algumas peças das olarias.

Patente até dia 13 de Agosto de 2017.